Vinci Compass - Carta do Gestor (Mar/2026)
Março 2026 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 27
- Publicada em
- 10 de abr de 2026
- Trechos únicos
- 25
Carta sobre março/26 publicada 40 dias depois em abril/26.
Resumo
A carta da Vinci Compass de março de 2026 tem como tema central o choque do petróleo decorrente do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou a incerteza macroeconômica global e doméstica, reduzindo a visibilidade sobre a trajetória de cortes de juros tanto do Federal Reserve quanto do Banco Central do Brasil. No Brasil, o BC iniciou o ciclo de flexibilização com corte de 25 pontos-base na Selic, mas a alta das expectativas de inflação e a incerteza eleitoral tornaram a profundidade desse ciclo mais incerta. Nos portfólios, o ambiente favoreceu posições ligadas a petróleo — com destaque para PRIO e Petrobras — enquanto setores como bancos sofreram com o movimento de aversão a risco, e as estratégias de crédito mantiveram postura defensiva diante da pressão nos spreads corporativos.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Compramos ouro e iniciamos uma posição comprada real contra uma cesta de países europeus mais suscetíveis ao choque de energia.”
Iniciou posição comprada em ouro como proteção diante do choque de energia decorrente do conflito entre EUA e Irã.
“Na renda variável, seguem as posições vendidas em índice de Bolsa local (tanto large quanto small cap) e internacional.”
Mantém posição vendida em índice de small caps locais, dentro de visão negativa sobre Bolsa brasileira diante da instabilidade externa.
“iniciamos uma posição tomada em juros nominais em Estados Unidos e Alemanha”
Iniciou posição tomada em juros nominais da Alemanha, apostando em alta das taxas dos Bunds diante do choque de petróleo.
“No segmento de crédito high yield, o pipeline segue atrativo, e continuamos a enxergar o cenário atual como uma oportunidade para alocações com bons retornos ajustados ao risco. Diante de um cenário macroeconômico mais desafiador, temos observado estruturas e prêmios de risco mais alinhados aos interesses dos investidores.”
Vê oportunidade em debêntures high yield, com pipeline atrativo e prêmios de risco mais alinhados aos investidores diante do cenário macroeconômico desafiador.
“Seguimos originando novas oportunidades de investimento e alocando o caixa do Fundo em novas emissões de FIDCs com diferentes lastros e emissores, caracterizados por alto grau de subordinação e baixo risco de crédito, com taxas que variam entre CDI + 3% e 5% ao ano.”
Segue alocando caixa em novas emissões de FIDCs com lastros e emissores diversificados, alta subordinação e baixo risco de crédito, a taxas entre CDI+3% e 5% ao ano.
“Na parcela de Bolsa, possui posição net vendida em Bolsa local, comprada em uma carteira de ações boas pagadoras de dividendos, concentrada em exportadoras, contra índice.”
Mantém posição comprada em carteira de ações boas pagadoras de dividendos concentrada em exportadoras, contra índice, dentro de book net vendido em Bolsa local.
“A carteira reflete uma visão mais defensiva para a Bolsa, mesmo diante de valuations atrativos, atualmente em níveis bastante descontados. Está concentrada em empresas com forte geração de caixa no curto prazo e boas pagadoras de dividendos. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, dentro de postura defensiva focada em geração de caixa e dividendos.
“Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Logística.”
Mantém Logística entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de estratégia focada em setores conservadores e líquidos.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“A principal contribuição positiva no mês veio da Petrobras, refletindo os impactos da alta do petróleo em meio às tensões no Golfo. No mês, o petróleo Brent subiu 63%, o que se traduz em melhora nos resultados da companhia. Embora tenha mantido, em alguns produtos do mercado doméstico, preços inferiores aos do mercado internacional, a empresa é exportadora líquida de petróleo e segue se beneficiando do cenário externo.”
Petróleo e Gás ·Vê Petrobras beneficiada pela alta do Brent diante das tensões no Golfo, dado seu perfil exportador líquido, apesar da defasagem de preços domésticos.
Petrobras ·Vê Petrobras como beneficiária da alta do petróleo, dado seu perfil exportador líquido, apesar da defasagem de preços domésticos em alguns produtos.
“A principal contribuição positiva do mês foi PRIO, impulsionada pelo ambiente de preços elevados para o petróleo. O Brent superou US$ 110/bbl no período, sustentado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que desestabilizou o fluxo global de petróleo. Operacionalmente, a companhia iniciou sua operação no campo de Wahoo com dois poços, produção estabilizada de 24 kbpd e com cronograma mantido para atingir ~40 kbpd.”
Vê PRIO como principal contribuição positiva, beneficiada por Brent acima de US$110/bbl e pelo início da operação do campo de Wahoo.
“As posições tomadas em juros nominais locais foram encerradas e segue apenas uma posição comprada em inflação implícita com duration muito baixa.”
Mantém posição comprada em inflação implícita local, porém com duration muito baixa, após encerrar as posições tomadas em juros nominais.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Permanecem, porém em tamanho menor, a posição comprada em dólar contra euro, libra e real.”
Euro ·Mantém posição comprada em dólar contra euro, porém em tamanho reduzido após realização parcial.
Libra esterlina ·Mantém posição comprada em dólar contra a libra, porém em tamanho reduzido após ajustes no portfólio.
“fizemos uma estratégia de opções com viés negativo para S&P500 como forma de hedge para nosso book de ações Brasil.”
Montou estratégia de opções com viés negativo no S&P500 como hedge para o book de ações Brasil.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo possui posições aplicadas em juro real, concentradas em títulos curtos.”
Mantém posições aplicadas em juro real concentradas em títulos curtos na carteira de renda fixa.
“A principal contribuição positiva foi tomada em taxas americanas e europeias.”
Mantém posição tomada em taxas de juros americanas, que foi a principal contribuição positiva do fundo no mês.
“O cenário global tornou-se mais delicado nas últimas semanas em função do novo choque do petróleo, associado à crise no Oriente Médio.”
Vê novo choque do petróleo, ligado à crise no Oriente Médio, tornando o cenário global mais delicado e elevando a incerteza inflacionária de curto prazo.
“Observamos a estabilização dos spreads no mercado de crédito privado high grade após o movimento de fechamento ocorrido nos últimos três meses. Seguimos priorizando alocações em títulos de dívida com duration mais curta, buscando reduzir o risco de mercado do Fundo, além de manter uma parcela maior em caixa, com o objetivo de mitigar eventuais impactos de uma nova abertura de spreads.”
Vê estabilização dos spreads de crédito privado high grade após fechamento recente e mantém preferência por duration curta e caixa elevado como proteção.
“A carteira reflete uma visão mais defensiva para a Bolsa, mesmo diante de valuations atrativos, atualmente em níveis bastante descontados.”
Adota postura defensiva na Bolsa apesar de valuations descontados, priorizando empresas com forte geração de caixa e boas pagadoras de dividendos.
“A balança comercial robusta e o enfraquecimento global do dólar continuam atuando como fator de contenção para o câmbio doméstico.”
Vê o real apoiado pela balança comercial robusta e pelo enfraquecimento global do dólar, fatores que seguem contendo a pressão sobre o câmbio doméstico.
“o mercado de letras financeiras ainda registrando fechamento relevante de spreads, especialmente em papéis de menor duration e em letras seniores, movimento sustentado pelo elevado nível nominal de retorno da classe.”
Observa fechamento relevante de spreads em letras financeiras, sobretudo nas de menor duration e seniores, sustentado pelo elevado retorno nominal da classe.
“A percepção de que o resultado do 1T25 não será tão forte quanto o do 4T24 também contribuiu, indicando um desempenho abaixo do esperado, mesmo ao se considerar a sazonalidade típica do período.”
Vê o Itaú pressionado em março após realização de lucros e expectativa de resultado do 1T25 mais fraco que o 4T24, abaixo do esperado.
“A percepção de que o resultado do 1T25 não será tão forte quanto o do 4T24 também contribuiu, indicando um desempenho abaixo do esperado mesmo ao se considerar a sazonalidade típica do período.”
Vê o BTG Pactual pressionado em março pela realização de lucros e pela expectativa de resultado do 1T25 abaixo do 4T24, mesmo ajustado pela sazonalidade.
“O forte fluxo de capital para a Bolsa brasileira ajudou na performance extremamente positiva para os bancos locais no início do ano. Entretanto, após a guerra, em um movimento de aversão a risco, investidores realizaram parte dos ganhos, o que enfraqueceu a performance em março. A percepção de que o resultado do 1T25 não será tão forte quanto o do 4T24 também contribuiu, indicando um desempenho abaixo do esperado mesmo ao se considerar a sazonalidade típica do período.”
Mantém bancos entre as maiores exposições da carteira, apesar do enfraquecimento recente após realização de lucros e expectativa de 1T25 mais fraco que 4T24.
“No Brasil, o Banco Central iniciou o ciclo de cortes porque reconhece o grau excessivo de restrição monetária, mas a profundidade desse processo tornou-se muito mais incerta.”
Vê início do ciclo de cortes pelo Banco Central como reconhecimento da restrição monetária excessiva, mas considera a profundidade do processo bastante incerta.
“A posição tomada no cupom cambial foi encerrada. Permanecem, porém em tamanho menor, a posição comprada em dólar contra euro, libra e real.”
Encerrou a posição tomada em cupom cambial após realização de lucro, sem manter exposição direcional ao instrumento.
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