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Neo Investimentos

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Cartas processadas
13
Ativos únicos
7
Clareza média
54%
AUM total
R$ 5,99 bi

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Composição declarada à CVM (dado público) — auto-gerado, sem curadoria editorial.

Posições declaradas (CVM)

Do que esta casa é feita

Posições consolidadas de todos os fundos da casa, mês a mês. Em Alocação, o peso de cada categoria/ticker no PL (soma ~100% com “Outros”). Em Exposição, soma os derivativos assinados (comprado acima do zero, vendido abaixo).

Última carteira ≥90% divulgada: mar/2026. Gestores de ações podem divulgar a composição à CVM com defasagem (confidencialidade), em geral de 3 a 6 meses.

Trecho pontilhado = última carteira conhecida, carregada adiante. A CDA da CVM não tem preço ao vivo — pode não refletir a posição atual.

Última carteira divulgada: mar/2026

Séries (5)

Valores no gráfico ao passar o mouse (última carteira ≥90% divulgada à CVM). “Outros” é o residual do PL.

Derivativos

Posicionamento via futuros

Exposição comprada e vendida via contratos futuros, por subjacente. O comprado fica acima do zero, o vendido abaixo, e a linha mostra o líquido.

Total comprado
R$ 86,12 bi
mar/2026
Total vendido
-R$ 87,29 bi
mar/2026
Líquido
-R$ 1,17 bi
mar/2026

Exposição assinada: comprado acima do zero, vendido abaixo. Valores em notional de face (R$100k/contrato). Juros: notional de face em R$ — não é DV01/risco de duração.

Trecho pontilhado = última posição conhecida, carregada adiante. A CDA da CVM não tem preço ao vivo — pode não refletir a posição atual.

Renda fixa

Alocação macro em renda fixa

Composição declarada à CVM (dado público)

Total em renda fixa: R$ 997,4 mi em mar/2026 (última carteira ≥90% divulgada à CVM). Trechos sem nova divulgação repetem a última composição conhecida.

Estrutura

Fundos da casa (19)
NEO Multimercado – Neo Vitale MultimercadoMultimercadoR$ 661,48 miR$ 322,28 mi86
NEO Multimercado – Neo Vitale II MultimercadoMultimercadoR$ 599,68 miR$ 5 mil1
NEO Equities – Neo NavitasAçõesR$ 536 miR$ 281,96 mi13
NEO Multimercado – Neo Provectus II MultimercadoMultimercadoR$ 363,66 miR$ 74,88 mi42
NEO Multimercado – Neo Multi Estratégia MultimercadoMultimercadoR$ 338,14 miR$ 35,19 mi42
NEO Multimercado – Neo Provectus I Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 295,95 miR$ 53,68 mi40
NEO Multimercado – Neo Multi P Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 284,52 miR$ 74,37 mi2
NEO Equities – Neo FutureAçõesR$ 283,26 miR$ 41,65 mi3
NEO Multimercado – Neo Multiestratégia Brasilprev Fife Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 86,59 miR$ 45,23 mi2
NEO Multimercado – Neo Provectus I Itaú Prev Fife Mult Resp LimitadaMultimercadoR$ 44,49 miR$ 15,21 mi2
NEO Multimercado – Neo Multiestratégia Itaú Prev Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 41,2 miR$ 22,69 mi2
NEO Equities – Neo Navitas Veículo BdrR$ 36,91 miR$ 36,93 mi2
NEO Multimercado – Neo Equity Hedge P MultimercadoMultimercadoR$ 28,22 miR$ 33,11 mi36
NEO Multimercado – Neo Equity Hedge Itaú P MultimercadoMultimercadoR$ 24,36 miR$ 28,34 mi38
NEO Multimercado – Neo Argo Long And Short MultimercadoMultimercadoR$ 23,35 miR$ 22,76 mi84
NEO Multimercado – Neo Equity Hedge P BB MultimercadoMultimercadoR$ 23,34 miR$ 26,21 mi41
NEO Multimercado – Neo Multimanager Bbdc FI CI Mult Resp LimitadaMultimercadoR$ 16,52 miR$ 7,44 mi25
NEO Multimercado – Neo Provectus I Prev Fife MultimercadoMultimercadoR$ 11,09 miR$ 4,63 mi4
NEO Equities – Neo Navitas Itaú PrevAçõesR$ 7,29 miR$ 3,65 mi12

Repertório

Ativos recentes

Últimos temas citados pela gestora — ordenados do mais recente para o mais antigo. O score é a nota da última extração.

6

Histórico

Cartas processadas

13
  1. Carta

    Maio 2026

    Carta de Maio 2026 · publicada em 08 de jun de 2026

    2 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Junho 2026 (cartas-do-gestor-maio-2026)

    A carta de maio de 2026 da Neo, assinada pelo economista Luciano Sobral, aborda o cenário global marcado pela queda de mais de 20% no preço do petróleo, apesar das restrições no Estreito de Hormuz, e pela retirada das apostas em cortes de juros nos Estados Unidos — movimento que a gestora considera improvável de se materializar. No Brasil, o destaque vai para o impacto político do vazamento de conversas envolvendo Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que alterou as simulações eleitorais de empate técnico para uma vantagem de cerca de 4 pontos percentuais para o Presidente Lula, sinalizando uma corrida ainda competitiva. A Neo ressalta que fatores locais tendem a ganhar maior relevância para os ativos brasileiros nos próximos meses, especialmente após o encerramento da Copa do Mundo.

    • Atualmente, vemos pouco risco inflacionário nos Estados Unidos além do choque de combustíveis (que pode se reverter rapidamente) e acreditamos que dificilmente essa precificação de mercado se materializará. Também não acreditamos que a nova presidência do Fed trará uma orientação mais "hawkish" para a condução da política monetária.
    • Apesar de mais um mês de tráfego muito limitado pelo Estreito de Hormuz e consequente consumo de estoques na Ásia e na Europa, o preço do barril de petróleo caiu mais de 20% em maio. Por ora, as expectativas otimistas quanto a um cessar-fogo mais duradouro têm passado por cima dos alertas sobre a possível falta de combustíveis e outros insumos petroquímicos.
  2. Carta

    Abril 2026

    Carta de Abril 2026 · publicada em 18 de mai de 2026

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Maio 2026 (cartas-do-gestor-abril-2026)

    Na carta de abril de 2026, o economista Luciano Sobral, da Neo Investimentos, analisa o cenário macroeconômico marcado pela guerra no Oriente Médio e pelo petróleo elevado (Brent em US$120), que pressiona as projeções de inflação global e mantém a maioria dos bancos centrais em postura de espera. No Brasil, o Copom seguiu com cortes graduais da Selic, enquanto a gestora revisou para cima suas projeções de inflação (5,3% em 2026 e 4,0% em 2027), com a taxa básica estimada em 13,25% ao final do ano. O real se valorizou 5% no mês, voltando abaixo de R$5,0/US$, e o cenário eleitoral permanece polarizado, com os estímulos governamentais podendo ser neutralizados pelos efeitos da guerra sobre preços de combustíveis e alimentos.

    • O banco central americano é uma exceção, com uma maioria confortável do FOMC mantendo o viés para cortes de juros no futuro.
    • A postura mais acomodativa do FOMC e a percepção renovada de que a política americana é errática demais para o país ser um porto seguro inconteste podem ajudar a explicar mais uma rodada de desvalorização do dólar.
    • Essa relativa tranquilidade nas projeções centrais, porém, esconde o acúmulo de riscos na direção do preço de petróleo temporariamente muito mais alto (analistas de commodities têm enfatizado o imperativo dos limites impostos pelos estoques físicos – "Bancos centrais não podem imprimir moléculas", nas palavras do estrategista da Carlyle Jeff Currie) e das consequentes disrupções na atividade econômica que restrições de oferta poderiam causar.
  3. Carta

    Março 2026

    Carta de Março 2026 · publicada em 08 de abr de 2026

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Abril 2026 (cartas-do-gestor-marco-2026)

    A carta de março de 2026 da Neo, assinada pelo economista Luciano Sobral, tem como tema central os impactos da guerra no Golfo sobre os mercados globais e o cenário brasileiro. No âmbito local, a gestora revisou sua projeção de IPCA para próximo de 5% em 2026, incorporando petróleo a US$ 80/barril ao final do ano, sem alterações relevantes na trajetória esperada para a Selic, que poderia alcançar cerca de 12,5% até o fim do ano. O real foi destacado como a moeda de melhor desempenho acumulado no ano entre as acompanhadas pela gestora, com valorização de 6% frente ao dólar, enquanto o cenário eleitoral brasileiro foi descrito como indefinido, sem favoritismo claro entre os principais candidatos.

    • No cenário que parece mais provável, de um cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos, o Copom poderia, com certa tranquilidade, levar os juros a perto de 12,5% até o final de 2026.
    • A perspectiva de petróleo mais alto por bastante tempo, ao mesmo tempo evitando preços mais extremos e descartando uma volta rápida ao cenário de excesso de oferta do pré-guerra, abriu a possibilidade de cenários de impacto relativamente contido na inflação e um estrago maior na atividade, a depender da composição das matrizes energéticas regionais.
    • O real, em particular, tem o melhor desempenho acumulado no ano entre as moedas que acompanhamos, com valorização de 6% contra o dólar (e perda de apenas 1% em março).
  4. Carta

    Fevereiro 2026

    Carta de Fevereiro 2026 · publicada em 06 de mar de 2026

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Março 2026 (cartas-do-gestor-fevereiro-2026)

    Na carta de fevereiro de 2026, a Neo Investimentos aborda o desempenho do real, que acumulou quase 7% de valorização contra o dólar no ano, atribuindo o movimento a uma onda de opinião pública favorável à oposição — considerada conjuntural e não tendencial, com a corrida eleitoral de outubro ainda tratada como empate técnico. A gestora avalia que a precificação de cortes de juros nos contratos futuros tem pouco espaço para avançar, dado o aquecimento do crédito doméstico, e destaca no cenário externo a operação militar de Israel e Estados Unidos contra o Irã, cujo potencial de disrupção nos preços de petróleo e nos cenários de inflação segue monitorado.

    • Com isso, a precificação de cortes de juros embutida nos contratos futuros parece ter pouco mais para avançar – também porque os dados de atividade econômica parecem indicar uma recuperação a partir dos últimos meses de 2025.
    • a alta nos preços de petróleo (Brent a $77/barril enquanto escrevemos) não é forte o bastante para deslocar significativamente os cenários-base de inflação e crescimento, mas, evidentemente, o potencial para maiores disrupções está colocado.
    • Em fevereiro, pela primeira vez desde junho do ano passado, o real teve um desempenho significativamente melhor que o das outras moedas que acompanhamos, acumulando em 2026 quase 7% de valorização contra o dólar americano.
  5. Carta

    Janeiro 2026

    Carta de Janeiro 2026 · publicada em 09 de fev de 2026

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Fevereiro 2026 (cartas-do-gestor-janeiro-2026)

    A carta da Neo de janeiro de 2026, assinada pelo economista Luciano Sobral, aborda o rali de ativos emergentes e a desvalorização do dólar diante do hiperativismo da política externa de Trump, ao mesmo tempo em que avalia a resiliência da economia americana. No Brasil, a gestora destaca a desaceleração gradual da atividade econômica e projeta um ciclo de corte da Selic de até 3,5pp, com câmbio estimado em R$5,50 ao final de 2026, enquanto a visibilidade do cenário eleitoral permanece limitada.

    • estimamos que seja possível cortar a Selic gradualmente em 3,5pp sem comprometer as projeções de inflação para 2027.
    • Essa combinação de ciclo de corte de juros perto do fim e economia forte, na nossa visão, deve ajudar a conter o ímpeto da depreciação do dólar, sobretudo se a perda contínua (porém gradual) de popularidade de Trump levar a mais contestação de suas iniciativas – o que acreditamos que vai ocorrer gradualmente ao longo do ano.
    • A precificação dos juros dos Fed Funds para o final de 2026 continua oscilando ao redor de 3%, e não mudou significativamente com a nomeação de Kevin Warsh para suceder a Jerome Powell. Essa combinação de ciclo de corte de juros perto do fim e economia forte, na nossa visão, deve ajudar a conter o ímpeto da depreciação do dólar.
  6. Carta

    Dezembro 2025

    Carta de Dezembro 2025 · publicada em 08 de jan de 2026

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Janeiro 2026 (cartas-do-gestor-dezembro-2025)

    A carta da Neo referente a dezembro de 2025 aborda a desvalorização do real, que encerrou o ano a R$5,50/US$, impulsionada pelo pessimismo gerado pela pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e pelo contexto de ano eleitoral. No cenário doméstico, a gestora destaca o recuo na precificação de cortes da Selic e mantém a expectativa de reduções graduais a partir de março de 2026. No exterior, aponta a resiliência da economia americana, com crescimento acima de 2% em 2025 e continuidade dos cortes de juros pelo Fed, configurando um pano de fundo ainda favorável aos mercados globais.

    • A alta do dólar fez com que a precificação de cortes na taxa Selic ao longo de 2026 recuasse de mais de 3pp na primeira semana do mês para 2,5pp no fechamento do ano. O movimento do câmbio, juntamente com novos dados ainda fortes do mercado de trabalho e o fim da sequência da sequência de surpresas positivas nos dados de inflação, deve renovar a cautela habitualmente pregada pelo Copom e afastar a possibilidade de um corte de juros já em janeiro. Seguimos esperando cortes graduais a partir de março.
    • Na contramão de mais um mês de dólar fraco globalmente (especialmente contra alguns de nossos pares do mundo emergente, como Chile, África do Sul e México), o real voltou a se desvalorizar, terminando 2025 a R$5,50/US$. Não resistiu, porém, à onda de pessimismo desencadeada pelo anúncio da pré-candidatura do senador Flavio Bolsonaro à presidência da República. O movimento do mês nos parece um prenúncio do que pode ocorrer no ano eleitoral, com a corrida pela presidência podendo dominar o cenário externo.
    • Na contramão de mais um mês de dólar fraco globalmente (especialmente contra alguns de nossos pares do mundo emergente, como Chile, África do Sul e México), o real voltou a se desvalorizar, terminando 2025 a R$5,50/US$.
  7. Carta

    Novembro 2025

    Carta de Novembro 2025 · publicada em 19 de dez de 2025

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Dezembro 2025 (cartas-do-gestor-novembro-2025)

    Na carta de novembro de 2025, a Neo avalia um cenário global com poucas novidades, destacando a quase total precificação de um novo corte de juros pelo Fed em dezembro e a continuidade do otimismo nos ativos de risco. No Brasil, dados de inflação reforçaram a perspectiva de IPCA abaixo de 4% até o fim de 2026, enquanto o mercado passou a descontar a Selic ao redor de 12% no final do ciclo — trajetória mais agressiva do que o cenário-base da gestora, que projeta 13,25%, em função de preocupações com a taxa de câmbio e possível depreciação em dezembro.

    • O cenário-base para os juros reais nos Estados Unidos ao longo de 2026 continua encaminhando-se para a adoção de taxas estimulativas, ao redor de 0% em termos reais.
    • No Brasil, os dados de preços publicados ao longo do mês confirmaram a perspectiva de inflação anual abaixo de 4% até o final de 2026. O mercado de juros futuros aprofundou a precificação de cortes na Selic, com a curva agora descontando a taxa básica ao redor de 12% no final do ciclo.
    • Nosso cenário de cortes de juros mais graduais (Selic a 13,25% no final de 2026) reflete uma preocupação com a taxa de câmbio que, por enquanto, ainda não se materializou. Ainda assim, mantemos a expectativa de alguma depreciação em dezembro, por conta das saídas habituais para pagamentos de lucros e dividendos, agravada, neste ano, pela mudança na legislação tributária.
  8. Carta

    Outubro 2025

    Carta de Outubro 2025 · publicada em 19 de dez de 2025

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Dezembro 2025 (cartas-do-gestor-outubro-2025)

    A carta da Neo de outubro de 2025 aborda o arrefecimento das tensões comerciais globais após acordos entre os EUA e países asiáticos, com destaque para a China, em um ambiente de inflação americana abaixo do esperado e continuidade dos cortes de juros pelo Fed, ainda que com sinalização cautelosa. No Brasil, o mercado de trabalho apresentou sinais mistos de desaquecimento, levando a gestora a manter a expectativa de início dos cortes pelo Copom apenas em março de 2026. O real registrou desempenho ligeiramente inferior à média das moedas emergentes, com o período sazonal de remessas ao exterior apontado como fator de atenção para as expectativas de inflação.

    • Caso a deterioração do mercado de trabalho se estabilize, devemos ver uma pausa ao redor de 3,5% antes da eventual convergência para uma taxa próxima à neutra (3%).
    • o real teve desempenho ligeiramente pior que a média das outras moedas emergentes que acompanhamos. Estamos entrando no período do ano que concentra o volume de saída de dólares para pagamentos a matrizes de multinacionais, e uma eventual alta do dólar pode dificultar a continuidade da queda nas expectativas de inflação mencionada acima – mais um motivo para que o Banco Central siga demonstrando cautela.
    • Esse ambiente seguiu contendo a tendência global de desvalorização do dólar que dominou a primeira metade do ano. Em outubro, o DXY teve alta de 2%, ajudado, em parte, pela forte desvalorização do iene no mês, em meio à turbulência na formação de um novo governo. Também no caso do dólar, os dados a serem conhecidos depois da retomada dos trabalhos das agências governamentais devem ser decisivos no curto prazo.
  9. Carta

    Setembro 2025

    Carta de Setembro 2025 · publicada em 19 de dez de 2025

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Dezembro 2025 (cartas-do-gestor-setembro-2025)

    A carta da Neo de setembro de 2025 analisa o reaquecimento da economia americana após o início dos cortes de juros pelo Fed, avaliando os riscos de frustração nas expectativas de novos cortes diante de um crescimento do PIB que pode superar 2% no ano. No Brasil, a gestora destaca a valorização de 14% do real frente ao dólar no acumulado do ano e a postura ainda contracionista do Banco Central, projetando o início de cortes graduais na Selic apenas para março de 2026.

    • Acreditamos que a consolidação da desaceleração da economia (que parece, finalmente, estar chegando ao mercado de trabalho, com os dados de agosto do Caged e da PNADc indicado substancial queda na criação de empregos) e o cenário ligeiramente mais benigno para inflação levarão o BC a reavaliar essa postura, mas ainda estamos a vários meses dessa sinalização. Seguimos projetando o início dos cortes graduais na Selic para março de 2026.
    • De qualquer maneira, o cenário para enfraquecimento adicional do dólar parece hoje menos claro do que no início de setembro.
    • Se o mercado de trabalho reagir rapidamente, o ciclo de cortes pode ser interrompido, o que levaria o mercado a reavaliar o diferencial de juros contra outros países que prevalecerá em 2026.
  10. Carta

    Agosto 2025

    Carta de Agosto 2025 · publicada em 10 de set de 2025

    5 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Setembro 2025 (cartas-do-gestor-agosto-2025)

    A carta da Neo de agosto de 2025 analisa o cenário macroeconômico global e doméstico à luz da sinalização do Fed para retomada do ciclo de cortes de juros em setembro, o que impulsionou a desvalorização do dólar e a valorização do real. No Brasil, a gestora revisou suas projeções de inflação para 4,7% em 2025 e 4,2% em 2026, refletindo o câmbio mais apreciado e dados de atividade mais fracos no segundo trimestre. Para a Selic, a Neo antecipa início do ciclo de queda em março de 2026, porém com ritmo mais gradual do que o precificado pelo mercado, encerrando 2026 em 13,25%, dado o ambiente de incerteza eleitoral.

    • Essa configuração realimentou a desvalorização do dólar global, com a maioria das taxas de câmbio que acompanhamos devolvendo quase toda a correção do mês anterior.
    • acreditamos que a turbulência do ano eleitoral levará a um ciclo mais gradual do que o atualmente precificado pelo mercado, com a taxa básica terminando 2026 em 13,25% (contra 12,5% pela precificação da curva futura no fechamento de agosto).
    • Com isso, o mercado antecipa os juros overnight americanos ao redor de 3% no final de 2026, o que, juntamente com a alta esperada na inflação, deve implicar em juros reais próximos de zero.
  11. Carta

    Julho 2025

    Carta de Julho 2025 · publicada em 18 de ago de 2025

    1 ativo

    Carta Mensal Neo Investimentos - Agosto 2025 (cartas-do-gestor-julho-2025)

    A carta de julho de 2025 da Neo, assinada pelo economista-chefe Luciano Sobral, tem como tema central o impacto das tarifas de 50% anunciadas por Trump sobre produtos brasileiros e o agitado cenário legislativo doméstico. A gestora avalia que os efeitos econômicos das tarifas devem ser limitados, dado o perfil exportador de commodities do Brasil, e destaca a PEC 66 como um fator que incentiva o aumento da dívida pública, embora reduza o risco de abertura de espaço fiscal extra. No campo monetário, o Banco Central manteve a Selic em 15% a.a., e a Neo antevê um processo de desinflação ainda árduo, com riscos adicionais de estímulos fiscais às vésperas das eleições de 2026.

    • a nossa visão é de que o processo para desinflação ainda será arduo e conturbado com riscos de estímulos fiscais às vesperas das eleições.
  12. Carta

    Junho 2025

    Carta de Junho 2025 · publicada em 18 de ago de 2025

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Agosto 2025 (cartas-do-gestor-junho-2025)

    A carta de junho de 2025 da Neo, assinada pelo economista-chefe Luciano Sobral, tem como tema central a desvalorização do dólar, cujo índice DXY registrou o pior primeiro semestre em 50 anos (-11%), atribuída ao ajuste nas perspectivas de crescimento dos EUA e à expectativa de cortes de juros pelo Fed. No Brasil, a valorização de 14% do real frente ao dólar aliviou pressões inflacionárias e contribuiu para a convergência em torno do fim do ciclo de alta da Selic, embora o gestor aponte deterioração fiscal crescente com a aproximação das eleições de 2026. A carta ressalta que, caso o movimento global do dólar perca força, os fatores domésticos negativos podem interromper o otimismo observado na primeira metade do ano.

    • o mercado passou a esperar que esse ajuste também seja refletido nas taxas de juros, o que deve reduzir a atratividade de investimentos de curto prazo denominados em dólar.
    • O índice DXY terminou o primeiro semestre com o pior desempenho (-11%) para períodos similares nos últimos 50 anos. Não é preciso lançar mão de teorias de perda de hegemonia do dólar como reserva de valor global para explicar esse movimento: ao posicionamento e valorização exagerados do início do ano seguiu-se um importante ajuste de perspectiva de crescimento dos EUA com relação ao resto do mundo.
    • Trecho compartilhado · 2 ativos

      A valorização de 14% do real contra o dólar no período (similar ao movimento do euro/dólar) tem aliviado as pressões na inflação e fez com que Banco Central e o mercado convergissem em julgar adequado um fim, ao menos temporário, no ciclo de altas da Selic.
  13. Carta

    Maio 2025

    Carta de Maio 2025 · publicada em 11 de jun de 2025

    2 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Junho 2025 (cartas-do-gestor-maio-2025)

    A carta de maio de 2025 da Neo Investimentos analisa o cenário macroeconômico brasileiro e global, destacando a distensão nas tensões comerciais entre EUA e China — interpretada como evidência de uma "Trump Put" — e seus reflexos na revisão das projeções de PIB e inflação americana. No Brasil, a gestora questiona o tom dovish do Banco Central, argumentando que os indicadores de atividade, mercado de trabalho e inflação corrente ainda não justificam sinalizar desaceleração, e avalia que a política monetária contracionista deverá se estender por período prolongado. No campo fiscal, o contingenciamento acima do esperado e o aumento surpresa do IOF são apontados como sinais de esgotamento das margens do arcabouço fiscal, em um contexto de relação fragilizada entre governo e Congresso.

    • Essa medida de surpresa revela que as possibilidades para o arcabouço sobreviver estão se esgotando. A relação entre governo e congresso está extremamente frágil, fazendo com que o governo aposte em medidas que não precisam de aprovação do legislativo.
    • A taxa de câmbio por dólar ficou oscilando na banda entre 5,60 e 5,70 e a curva de juros não reviu os cortes precificados para 2026, logo após o susto do Liberation Day.