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Neo Investimentos

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Cartas processadas
17
Ativos únicos
8
Clareza média
52%
AUM total
R$ 4,65 bi

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Composição declarada à CVM (dado público) — auto-gerado, sem curadoria editorial.

Posições declaradas (CVM)

Do que esta casa é feita

Posições consolidadas de todos os fundos da casa, mês a mês. Em Alocação, o peso de cada categoria/ticker no PL (soma ~100% com “Outros”). Em Exposição, soma os derivativos assinados (comprado acima do zero, vendido abaixo).

Última carteira ≥90% divulgada: jun/2026. Gestores de ações podem divulgar a composição à CVM com defasagem (confidencialidade), em geral de 3 a 6 meses.

Trecho pontilhado = última carteira conhecida, carregada adiante. A CDA da CVM não tem preço ao vivo — pode não refletir a posição atual.

Última carteira divulgada: jun/2026

Séries (5)

Valores no gráfico ao passar o mouse (última carteira ≥90% divulgada à CVM). “Outros” é o residual do PL.

Derivativos

Posicionamento via futuros

Exposição comprada e vendida via contratos futuros, por subjacente. O comprado fica acima do zero, o vendido abaixo, e a linha mostra o líquido.

Total comprado
R$ 61,56 bi
jun/2026
Total vendido
-R$ 61,27 bi
jun/2026
Líquido
R$ 295,1 mi
jun/2026

Exposição assinada: comprado acima do zero, vendido abaixo. Valores em notional de face (R$100k/contrato). Juros: notional de face em R$ — não é DV01/risco de duração.

Trecho pontilhado = última posição conhecida, carregada adiante. A CDA da CVM não tem preço ao vivo — pode não refletir a posição atual.

Renda fixa

Alocação macro em renda fixa

Composição declarada à CVM (dado público)

Total em renda fixa: R$ 627,54 mi em jun/2026 (última carteira ≥90% divulgada à CVM). Trechos sem nova divulgação repetem a última composição conhecida.

Estrutura

Fundos da casa (19)▾
NEO Equities – Neo NavitasAçõesR$ 477,65 miR$ 293,77 mi13
NEO Multimercado – Neo Vitale MultimercadoMultimercadoR$ 328,38 miR$ 148,82 mi80
NEO Multimercado – Neo Provectus II MultimercadoMultimercadoR$ 291,56 miR$ 145,43 mi37
NEO Multimercado – Neo Multi Estratégia MultimercadoMultimercadoR$ 277,83 miR$ 178,51 mi37
NEO Multimercado – Neo Vitale II MultimercadoMultimercadoR$ 277,68 miR$ 5,1 mil1
NEO Multimercado – Neo Multi P Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 253,1 miR$ 47,35 mi2
NEO Equities – Neo FutureAçõesR$ 209,47 miR$ 15,95 mi3
NEO Multimercado – Neo Provectus I Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 190,6 miR$ 387,5 mil2
NEO Multimercado – Neo Multiestratégia Brasilprev Fife Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 83,61 miR$ 41,61 mi2
NEO Multimercado – Neo Provectus I Itaú Prev Fife Mult Resp LimitadaMultimercadoR$ 44,69 miR$ 15,69 mi2
NEO Equities – Neo Navitas Veículo BdrR$ 36,91 miR$ 36,93 mi2
NEO Multimercado – Neo Multiestratégia Itaú Prev Multimercado Resp LimitadaMultimercadoR$ 33,96 miR$ 17,03 mi2
NEO Multimercado – Neo Equity Hedge P MultimercadoMultimercadoR$ 23,49 miR$ 20,96 mi33
NEO Multimercado – Neo Argo Long And Short MultimercadoMultimercadoR$ 22,14 miR$ 18,38 mi80
NEO Multimercado – Neo Equity Hedge Itaú P MultimercadoMultimercadoR$ 20,23 miR$ 23,6 mi31
NEO Multimercado – Neo Multimanager Bbdc FI CI Mult Resp LimitadaMultimercadoR$ 16,61 miR$ 10,68 mi24
NEO Multimercado – Neo Equity Hedge P BB MultimercadoMultimercadoR$ 15,61 miR$ 53,3 mil1
NEO Multimercado – Neo Provectus I Prev Fife MultimercadoMultimercadoR$ 8,68 miR$ 3,94 mi4
NEO Equities – Neo Navitas Itaú PrevAçõesR$ 6,49 miR$ 3,43 mi12

Repertório

Ativos recentes

Últimos temas citados pela gestora — ordenados do mais recente para o mais antigo. O score é a nota da última extração.

6

Histórico

Cartas processadas

17
  1. Carta

    Setembro 2026

    Carta de Setembro 2026 · publicada em 08 de out de 2026

    2 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Outubro 2026 (cartas-do-gestor-setembro-2026)

    A carta da Neo de setembro de 2026 analisa a deterioração das condições financeiras globais, atribuída à alta dos preços de petróleo e ao endurecimento do Federal Reserve frente à inflação, com o FOMC elevando juros e sinalizando mais altas, o que impulsionou o dólar e pressionou ativos de países emergentes. Em contraste, os ativos brasileiros demonstraram resiliência, com o real sendo a única moeda emergente a não se desvalorizar no período, movimento associado à alta nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, embora o economista Luciano Sobral avalie a eleição como apertada demais para apostas direcionais.

    • “Os juros mais altos e as expectativas de crescimento ainda forte nos EUA forneceram o pano de fundo para a valorização mais forte do dólar neste ano. Enquanto esses dois pilares não forem abalados, esta deve ser a tendência, que desfavorece ativos de outros países.”
    • “A precificação de mais altas de juros nos EUA é mais agressiva do que a de qualquer outro país que acompanhamos e lidera movimentos esperados mesmo em bancos centrais que não lidam, no momento, com inflação acima da meta. A alta dos juros longos reflete, com poucas exceções, mais expectativas de juros curtos altos do que um súbito aumento de percepção de risco fiscal.”
  2. Carta

    Agosto 2026

    Carta de Agosto 2026 · publicada em 10 de set de 2026

    6 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Setembro 2026 (cartas-do-gestor-agosto-2026)

    Na carta de agosto de 2026, o economista Luciano Sobral, da Neo, destaca a continuidade da alta dos juros longos nos países desenvolvidos, impulsionada por fragilidades fiscais, preços elevados de petróleo — com o Brent operando ao redor de US$ 90/barril em razão do conflito no Oriente Médio — e pelo discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, que recolocou na mesa a possibilidade de novas altas dos Fed Funds ainda em 2026. No cenário doméstico, a gestora aponta o risco eleitoral como fator de pressão sobre o câmbio, com o real se desvalorizando frente a pares emergentes, enquanto o mercado de juros começa a incorporar sinais de desaceleração da atividade econômica, em um contexto de corrida presidencial que a Neo avalia como aberta até a data do pleito.

    • “O risco eleitoral segue se manifestando de forma mais clara na taxa de câmbio, com o real se desvalorizando contra outras moedas emergentes.”
    • “Seguimos acreditando que a trajetória da inflação será compatível com os Fed Funds ao redor dos patamares atuais, mas mesmo ruídos na direção oposta podem levar a um cenário de uma ou duas altas ainda este ano.”
    • “seguem no ar os riscos de preços muito mais altos para outras fontes de energia, como o gás natural.”
  3. Carta

    Julho 2026

    Carta de Julho 2026 · publicada em 07 de ago de 2026

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Agosto 2026 (cartas-do-gestor-julho-2026)

    A carta de julho de 2026 da Neo, assinada pelo economista Luciano Sobral, tem como tema central o impacto da escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, que elevou o preço do petróleo em mais de 20% no mês e manteve o alerta para riscos inflacionários globais. No cenário doméstico, o alívio recente do IPCA e a estabilidade do dólar em torno de R$ 5,00 abriram espaço para o mercado precificar um corte marginal de 0,25 ponto percentual pelo Copom em agosto. A gestora destaca ainda o cenário eleitoral brasileiro, com disputa acirrada entre Lula e Flavio Bolsonaro, e prevê que uma eventual desvalorização do real pode encerrar a janela para novos cortes de juros no ano.

    • “Seguimos prevendo uma eleição indefinida até o último momento e uma consequente desvalorização relativa do real, que, se materializada, deve fechar a janela aberta para novos cortes de juros neste ano.”
    • “a manutenção da cotação do dólar ao redor de R$5,0 abriu espaço para o mercado precificar mais um corte marginal (0,25pp) na reunião do Copom de agosto.”
    • “Os dados mais recentes de inflação nos EUA surpreenderam para baixo, atenuando a urgência da necessidade percebida de altas de juros no curto prazo.”
  4. Carta

    Junho 2026

    Carta de Junho 2026 · publicada em 28 de jul de 2026

    5 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Julho 2026 (cartas-do-gestor-junho-2026)

    Na carta de junho de 2026, o economista Luciano Sobral, da Neo, destaca o recuo do preço do petróleo como principal termômetro do arrefecimento do conflito no Oriente Médio, avaliando que os fundamentos de oferta e demanda apontam para um período de preços relativamente baixos. No cenário externo, a gestora chama atenção para a postura de Kevin Warsh à frente do Fed, que mantém aberta a possibilidade de aperto monetário e sinaliza menor transparência na comunicação, enquanto sinais iniciais de reaquecimento do mercado de trabalho americano devem ser os principais balizadores dos próximos passos da política monetária. No Brasil, a Neo projeta depreciação adicional do real e avalia que os próximos movimentos relevantes da Selic devem aguardar maior clareza sobre o cenário eleitoral e a política econômica a partir de 2027.

    • Trecho compartilhado · 2 ativos

      “com a aproximação das eleições e o aparente início de um período de dólar global mais forte, projetamos uma depreciação adicional do real até o fim do ano, o que inviabilizaria a continuidade desse ciclo gradual.”
    • “A velocidade da queda do petróleo, que já opera perto dos preços do fim de fevereiro, foi uma surpresa bem-vinda para a economia global e uma evidência de que os fundamentos (balanço entre oferta e demanda) apontam para um período de preços relativamente baixos.”
    • “O que parece ter sido descartado, ao menos no curto prazo, é o ambiente de volta aos cortes de juros que prevaleceu até março.”
  5. Carta

    Maio 2026

    Carta de Maio 2026 · publicada em 08 de jun de 2026

    2 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Junho 2026 (cartas-do-gestor-maio-2026)

    A carta de maio de 2026 da Neo, assinada pelo economista Luciano Sobral, aborda o cenário global marcado pela queda de mais de 20% no preço do petróleo, apesar das restrições no Estreito de Hormuz, e pela retirada das apostas em cortes de juros nos Estados Unidos — movimento que a gestora considera improvável de se materializar. No Brasil, o destaque vai para o impacto político do vazamento de conversas envolvendo Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que alterou as simulações eleitorais de empate técnico para uma vantagem de cerca de 4 pontos percentuais para o Presidente Lula, sinalizando uma corrida ainda competitiva. A Neo ressalta que fatores locais tendem a ganhar maior relevância para os ativos brasileiros nos próximos meses, especialmente após o encerramento da Copa do Mundo.

    • “Atualmente, vemos pouco risco inflacionário nos Estados Unidos além do choque de combustíveis (que pode se reverter rapidamente) e acreditamos que dificilmente essa precificação de mercado se materializará. Também não acreditamos que a nova presidência do Fed trará uma orientação mais "hawkish" para a condução da política monetária.”
    • “Apesar de mais um mês de tráfego muito limitado pelo Estreito de Hormuz e consequente consumo de estoques na Ásia e na Europa, o preço do barril de petróleo caiu mais de 20% em maio. Por ora, as expectativas otimistas quanto a um cessar-fogo mais duradouro têm passado por cima dos alertas sobre a possível falta de combustíveis e outros insumos petroquímicos.”
  6. Carta

    Abril 2026

    Carta de Abril 2026 · publicada em 18 de mai de 2026

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Maio 2026 (cartas-do-gestor-abril-2026)

    Na carta de abril de 2026, o economista Luciano Sobral, da Neo Investimentos, analisa o cenário macroeconômico marcado pela guerra no Oriente Médio e pelo petróleo elevado (Brent em US$120), que pressiona as projeções de inflação global e mantém a maioria dos bancos centrais em postura de espera. No Brasil, o Copom seguiu com cortes graduais da Selic, enquanto a gestora revisou para cima suas projeções de inflação (5,3% em 2026 e 4,0% em 2027), com a taxa básica estimada em 13,25% ao final do ano. O real se valorizou 5% no mês, voltando abaixo de R$5,0/US$, e o cenário eleitoral permanece polarizado, com os estímulos governamentais podendo ser neutralizados pelos efeitos da guerra sobre preços de combustíveis e alimentos.

    • “A postura mais acomodativa do FOMC e a percepção renovada de que a política americana é errática demais para o país ser um porto seguro inconteste podem ajudar a explicar mais uma rodada de desvalorização do dólar.”
    • “O banco central americano é uma exceção, com uma maioria confortável do FOMC mantendo o viés para cortes de juros no futuro.”
    • “Essa relativa tranquilidade nas projeções centrais, porém, esconde o acúmulo de riscos na direção do preço de petróleo temporariamente muito mais alto (analistas de commodities têm enfatizado o imperativo dos limites impostos pelos estoques físicos – "Bancos centrais não podem imprimir moléculas", nas palavras do estrategista da Carlyle Jeff Currie) e das consequentes disrupções na atividade econômica que restrições de oferta poderiam causar.”
  7. Carta

    Março 2026

    Carta de Março 2026 · publicada em 08 de abr de 2026

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Abril 2026 (cartas-do-gestor-marco-2026)

    A carta de março de 2026 da Neo, assinada pelo economista Luciano Sobral, tem como tema central os impactos da guerra no Golfo sobre os mercados globais e o cenário brasileiro. No âmbito local, a gestora revisou sua projeção de IPCA para próximo de 5% em 2026, incorporando petróleo a US$ 80/barril ao final do ano, sem alterações relevantes na trajetória esperada para a Selic, que poderia alcançar cerca de 12,5% até o fim do ano. O real foi destacado como a moeda de melhor desempenho acumulado no ano entre as acompanhadas pela gestora, com valorização de 6% frente ao dólar, enquanto o cenário eleitoral brasileiro foi descrito como indefinido, sem favoritismo claro entre os principais candidatos.

    • “No cenário que parece mais provável, de um cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos, o Copom poderia, com certa tranquilidade, levar os juros a perto de 12,5% até o final de 2026.”
    • “A perspectiva de petróleo mais alto por bastante tempo, ao mesmo tempo evitando preços mais extremos e descartando uma volta rápida ao cenário de excesso de oferta do pré-guerra, abriu a possibilidade de cenários de impacto relativamente contido na inflação e um estrago maior na atividade, a depender da composição das matrizes energéticas regionais.”
    • “O real, em particular, tem o melhor desempenho acumulado no ano entre as moedas que acompanhamos, com valorização de 6% contra o dólar (e perda de apenas 1% em março).”
  8. Carta

    Fevereiro 2026

    Carta de Fevereiro 2026 · publicada em 06 de mar de 2026

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Março 2026 (cartas-do-gestor-fevereiro-2026)

    Na carta de fevereiro de 2026, a Neo Investimentos aborda o desempenho do real, que acumulou quase 7% de valorização contra o dólar no ano, atribuindo o movimento a uma onda de opinião pública favorável à oposição — considerada conjuntural e não tendencial, com a corrida eleitoral de outubro ainda tratada como empate técnico. A gestora avalia que a precificação de cortes de juros nos contratos futuros tem pouco espaço para avançar, dado o aquecimento do crédito doméstico, e destaca no cenário externo a operação militar de Israel e Estados Unidos contra o Irã, cujo potencial de disrupção nos preços de petróleo e nos cenários de inflação segue monitorado.

    • “Com isso, a precificação de cortes de juros embutida nos contratos futuros parece ter pouco mais para avançar – também porque os dados de atividade econômica parecem indicar uma recuperação a partir dos últimos meses de 2025.”
    • “a alta nos preços de petróleo (Brent a $77/barril enquanto escrevemos) não é forte o bastante para deslocar significativamente os cenários-base de inflação e crescimento, mas, evidentemente, o potencial para maiores disrupções está colocado.”
    • “Em fevereiro, pela primeira vez desde junho do ano passado, o real teve um desempenho significativamente melhor que o das outras moedas que acompanhamos, acumulando em 2026 quase 7% de valorização contra o dólar americano.”
  9. Carta

    Janeiro 2026

    Carta de Janeiro 2026 · publicada em 09 de fev de 2026

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Fevereiro 2026 (cartas-do-gestor-janeiro-2026)

    A carta da Neo de janeiro de 2026, assinada pelo economista Luciano Sobral, aborda o rali de ativos emergentes e a desvalorização do dólar diante do hiperativismo da política externa de Trump, ao mesmo tempo em que avalia a resiliência da economia americana. No Brasil, a gestora destaca a desaceleração gradual da atividade econômica e projeta um ciclo de corte da Selic de até 3,5pp, com câmbio estimado em R$5,50 ao final de 2026, enquanto a visibilidade do cenário eleitoral permanece limitada.

    • “estimamos que seja possível cortar a Selic gradualmente em 3,5pp sem comprometer as projeções de inflação para 2027.”
    • “Essa combinação de ciclo de corte de juros perto do fim e economia forte, na nossa visão, deve ajudar a conter o ímpeto da depreciação do dólar, sobretudo se a perda contínua (porém gradual) de popularidade de Trump levar a mais contestação de suas iniciativas – o que acreditamos que vai ocorrer gradualmente ao longo do ano.”
    • “A precificação dos juros dos Fed Funds para o final de 2026 continua oscilando ao redor de 3%, e não mudou significativamente com a nomeação de Kevin Warsh para suceder a Jerome Powell. Essa combinação de ciclo de corte de juros perto do fim e economia forte, na nossa visão, deve ajudar a conter o ímpeto da depreciação do dólar.”
  10. Carta

    Dezembro 2025

    Carta de Dezembro 2025 · publicada em 08 de jan de 2026

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Janeiro 2026 (cartas-do-gestor-dezembro-2025)

    A carta da Neo referente a dezembro de 2025 aborda a desvalorização do real, que encerrou o ano a R$5,50/US$, impulsionada pelo pessimismo gerado pela pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e pelo contexto de ano eleitoral. No cenário doméstico, a gestora destaca o recuo na precificação de cortes da Selic e mantém a expectativa de reduções graduais a partir de março de 2026. No exterior, aponta a resiliência da economia americana, com crescimento acima de 2% em 2025 e continuidade dos cortes de juros pelo Fed, configurando um pano de fundo ainda favorável aos mercados globais.

    • “A alta do dólar fez com que a precificação de cortes na taxa Selic ao longo de 2026 recuasse de mais de 3pp na primeira semana do mês para 2,5pp no fechamento do ano. O movimento do câmbio, juntamente com novos dados ainda fortes do mercado de trabalho e o fim da sequência da sequência de surpresas positivas nos dados de inflação, deve renovar a cautela habitualmente pregada pelo Copom e afastar a possibilidade de um corte de juros já em janeiro. Seguimos esperando cortes graduais a partir de março.”
    • “Na contramão de mais um mês de dólar fraco globalmente (especialmente contra alguns de nossos pares do mundo emergente, como Chile, África do Sul e México), o real voltou a se desvalorizar, terminando 2025 a R$5,50/US$. Não resistiu, porém, à onda de pessimismo desencadeada pelo anúncio da pré-candidatura do senador Flavio Bolsonaro à presidência da República. O movimento do mês nos parece um prenúncio do que pode ocorrer no ano eleitoral, com a corrida pela presidência podendo dominar o cenário externo.”
    • “Na contramão de mais um mês de dólar fraco globalmente (especialmente contra alguns de nossos pares do mundo emergente, como Chile, África do Sul e México), o real voltou a se desvalorizar, terminando 2025 a R$5,50/US$.”
  11. Carta

    Novembro 2025

    Carta de Novembro 2025 · publicada em 19 de dez de 2025

    3 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Dezembro 2025 (cartas-do-gestor-novembro-2025)

    Na carta de novembro de 2025, a Neo avalia um cenário global com poucas novidades, destacando a quase total precificação de um novo corte de juros pelo Fed em dezembro e a continuidade do otimismo nos ativos de risco. No Brasil, dados de inflação reforçaram a perspectiva de IPCA abaixo de 4% até o fim de 2026, enquanto o mercado passou a descontar a Selic ao redor de 12% no final do ciclo — trajetória mais agressiva do que o cenário-base da gestora, que projeta 13,25%, em função de preocupações com a taxa de câmbio e possível depreciação em dezembro.

    • “O cenário-base para os juros reais nos Estados Unidos ao longo de 2026 continua encaminhando-se para a adoção de taxas estimulativas, ao redor de 0% em termos reais.”
    • “No Brasil, os dados de preços publicados ao longo do mês confirmaram a perspectiva de inflação anual abaixo de 4% até o final de 2026. O mercado de juros futuros aprofundou a precificação de cortes na Selic, com a curva agora descontando a taxa básica ao redor de 12% no final do ciclo.”
    • “Nosso cenário de cortes de juros mais graduais (Selic a 13,25% no final de 2026) reflete uma preocupação com a taxa de câmbio que, por enquanto, ainda não se materializou. Ainda assim, mantemos a expectativa de alguma depreciação em dezembro, por conta das saídas habituais para pagamentos de lucros e dividendos, agravada, neste ano, pela mudança na legislação tributária.”
  12. Carta

    Outubro 2025

    Carta de Outubro 2025 · publicada em 19 de dez de 2025

    2 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Dezembro 2025 (cartas-do-gestor-outubro-2025)

    A carta da Neo de outubro de 2025 aborda o arrefecimento das tensões comerciais globais após acordos entre os EUA e países asiáticos, com destaque para a China, em um ambiente de inflação americana abaixo do esperado e continuidade dos cortes de juros pelo Fed, ainda que com sinalização cautelosa. No Brasil, o mercado de trabalho apresentou sinais mistos de desaquecimento, levando a gestora a manter a expectativa de início dos cortes pelo Copom apenas em março de 2026. O real registrou desempenho ligeiramente inferior à média das moedas emergentes, com o período sazonal de remessas ao exterior apontado como fator de atenção para as expectativas de inflação.

    • “Caso a deterioração do mercado de trabalho se estabilize, devemos ver uma pausa ao redor de 3,5% antes da eventual convergência para uma taxa próxima à neutra (3%).”
    • “o real teve desempenho ligeiramente pior que a média das outras moedas emergentes que acompanhamos. Estamos entrando no período do ano que concentra o volume de saída de dólares para pagamentos a matrizes de multinacionais, e uma eventual alta do dólar pode dificultar a continuidade da queda nas expectativas de inflação mencionada acima – mais um motivo para que o Banco Central siga demonstrando cautela.”
  13. Carta

    Setembro 2025

    Carta de Setembro 2025 · publicada em 19 de dez de 2025

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Dezembro 2025 (cartas-do-gestor-setembro-2025)

    A carta da Neo de setembro de 2025 analisa o reaquecimento da economia americana após o início dos cortes de juros pelo Fed, avaliando os riscos de frustração nas expectativas de novos cortes diante de um crescimento do PIB que pode superar 2% no ano. No Brasil, a gestora destaca a valorização de 14% do real frente ao dólar no acumulado do ano e a postura ainda contracionista do Banco Central, projetando o início de cortes graduais na Selic apenas para março de 2026.

    • “Acreditamos que a consolidação da desaceleração da economia (que parece, finalmente, estar chegando ao mercado de trabalho, com os dados de agosto do Caged e da PNADc indicado substancial queda na criação de empregos) e o cenário ligeiramente mais benigno para inflação levarão o BC a reavaliar essa postura, mas ainda estamos a vários meses dessa sinalização. Seguimos projetando o início dos cortes graduais na Selic para março de 2026.”
    • “De qualquer maneira, o cenário para enfraquecimento adicional do dólar parece hoje menos claro do que no início de setembro.”
    • “Se o mercado de trabalho reagir rapidamente, o ciclo de cortes pode ser interrompido, o que levaria o mercado a reavaliar o diferencial de juros contra outros países que prevalecerá em 2026.”
  14. Carta

    Agosto 2025

    Carta de Agosto 2025 · publicada em 10 de set de 2025

    5 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Setembro 2025 (cartas-do-gestor-agosto-2025)

    A carta da Neo de agosto de 2025 analisa o cenário macroeconômico global e doméstico à luz da sinalização do Fed para retomada do ciclo de cortes de juros em setembro, o que impulsionou a desvalorização do dólar e a valorização do real. No Brasil, a gestora revisou suas projeções de inflação para 4,7% em 2025 e 4,2% em 2026, refletindo o câmbio mais apreciado e dados de atividade mais fracos no segundo trimestre. Para a Selic, a Neo antecipa início do ciclo de queda em março de 2026, porém com ritmo mais gradual do que o precificado pelo mercado, encerrando 2026 em 13,25%, dado o ambiente de incerteza eleitoral.

    • “Essa configuração realimentou a desvalorização do dólar global, com a maioria das taxas de câmbio que acompanhamos devolvendo quase toda a correção do mês anterior.”
    • “acreditamos que a turbulência do ano eleitoral levará a um ciclo mais gradual do que o atualmente precificado pelo mercado, com a taxa básica terminando 2026 em 13,25% (contra 12,5% pela precificação da curva futura no fechamento de agosto).”
    • “Com isso, o mercado antecipa os juros overnight americanos ao redor de 3% no final de 2026, o que, juntamente com a alta esperada na inflação, deve implicar em juros reais próximos de zero.”
  15. Carta

    Julho 2025

    Carta de Julho 2025 · publicada em 18 de ago de 2025

    1 ativo

    Carta Mensal Neo Investimentos - Agosto 2025 (cartas-do-gestor-julho-2025)

    A carta de julho de 2025 da Neo, assinada pelo economista-chefe Luciano Sobral, tem como tema central o impacto das tarifas de 50% anunciadas por Trump sobre produtos brasileiros e o agitado cenário legislativo doméstico. A gestora avalia que os efeitos econômicos das tarifas devem ser limitados, dado o perfil exportador de commodities do Brasil, e destaca a PEC 66 como um fator que incentiva o aumento da dívida pública, embora reduza o risco de abertura de espaço fiscal extra. No campo monetário, o Banco Central manteve a Selic em 15% a.a., e a Neo antevê um processo de desinflação ainda árduo, com riscos adicionais de estímulos fiscais às vésperas das eleições de 2026.

    • “a nossa visão é de que o processo para desinflação ainda será arduo e conturbado com riscos de estímulos fiscais às vesperas das eleições.”
  16. Carta

    Junho 2025

    Carta de Junho 2025 · publicada em 18 de ago de 2025

    4 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Agosto 2025 (cartas-do-gestor-junho-2025)

    A carta de junho de 2025 da Neo, assinada pelo economista-chefe Luciano Sobral, tem como tema central a desvalorização do dólar, cujo índice DXY registrou o pior primeiro semestre em 50 anos (-11%), atribuída ao ajuste nas perspectivas de crescimento dos EUA e à expectativa de cortes de juros pelo Fed. No Brasil, a valorização de 14% do real frente ao dólar aliviou pressões inflacionárias e contribuiu para a convergência em torno do fim do ciclo de alta da Selic, embora o gestor aponte deterioração fiscal crescente com a aproximação das eleições de 2026. A carta ressalta que, caso o movimento global do dólar perca força, os fatores domésticos negativos podem interromper o otimismo observado na primeira metade do ano.

    • “o mercado passou a esperar que esse ajuste também seja refletido nas taxas de juros, o que deve reduzir a atratividade de investimentos de curto prazo denominados em dólar.”
    • “O índice DXY terminou o primeiro semestre com o pior desempenho (-11%) para períodos similares nos últimos 50 anos. Não é preciso lançar mão de teorias de perda de hegemonia do dólar como reserva de valor global para explicar esse movimento: ao posicionamento e valorização exagerados do início do ano seguiu-se um importante ajuste de perspectiva de crescimento dos EUA com relação ao resto do mundo.”
    • Trecho compartilhado · 2 ativos

      “A valorização de 14% do real contra o dólar no período (similar ao movimento do euro/dólar) tem aliviado as pressões na inflação e fez com que Banco Central e o mercado convergissem em julgar adequado um fim, ao menos temporário, no ciclo de altas da Selic.”
  17. Carta

    Maio 2025

    Carta de Maio 2025 · publicada em 11 de jun de 2025

    2 ativos

    Carta Mensal Neo Investimentos - Junho 2025 (cartas-do-gestor-maio-2025)

    A carta de maio de 2025 da Neo Investimentos analisa o cenário macroeconômico brasileiro e global, destacando a distensão nas tensões comerciais entre EUA e China — interpretada como evidência de uma "Trump Put" — e seus reflexos na revisão das projeções de PIB e inflação americana. No Brasil, a gestora questiona o tom dovish do Banco Central, argumentando que os indicadores de atividade, mercado de trabalho e inflação corrente ainda não justificam sinalizar desaceleração, e avalia que a política monetária contracionista deverá se estender por período prolongado. No campo fiscal, o contingenciamento acima do esperado e o aumento surpresa do IOF são apontados como sinais de esgotamento das margens do arcabouço fiscal, em um contexto de relação fragilizada entre governo e Congresso.

    • “Essa medida de surpresa revela que as possibilidades para o arcabouço sobreviver estão se esgotando. A relação entre governo e congresso está extremamente frágil, fazendo com que o governo aposte em medidas que não precisam de aprovação do legislativo.”
    • “A taxa de câmbio por dólar ficou oscilando na banda entre 5,60 e 5,70 e a curva de juros não reviu os cortes precificados para 2026, logo após o susto do Liberation Day.”